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AULAS DIALOGADAS OU AULAS EXPOSITIVAS

 

   :LIVRO DE VISITAS  
DIRETRIZES PARA ENSINO EM FACULDADES  DE DIREITO E EM ESCOLAS DE SEGUNDO E TERCEIRO GRAUS 1 ) - Termino das "Aulas Expositivas" com a presença de Professor(a) na frente dos alunos 2 )- Inicio de "Aulas Dialogadas" no seguinte formato : a ) Mesa redonda com 6 cadeiras ao redor, sendo uma para o Professor e as outras para 1 ou 2 ou 3      ou 4 ou 5 alunos b ) Sempre havera um Professor no horario de 7:00 as 23 horas, de Segunda a Sabado c ) Não havera obrigatoriedade de presença de alunos a essas "Aulas Dialogadas" Haverá  salas  para  "aulas  dialogadas"  ou "aprendizados dialogados "  com professores  e ou  colegas  estudantes. Haverá salas  para  "aulas  expositivas " tradicionais ,  isto é , com Professor  falando  em pé , na  frente  de   alunos sentados somente   se  houver  petição  escrita  de 10  ou mais  alunos e  se houver   frequencia.  3 ) Os Professores das "Aulas Dialogadas" de Direito são idöneos, isto é, sómente poderá atuar como Professor, expondo matéria, elaborando ,aplicando ou corrigindo provas  a  pessoa  que  trabalha   com a  matéria  que leciona. Na área do Direito devem ter atuado em no minimo 10 processos de sua area, sozinhos. Exemplo: A Professora de Direito Civil nunca podera ser uma solteirona, chefe de Departamento da Prefeitura que não cumpre horario determinado por Lei.    O Professor de Direito das Falencias e Concordatas nunca podera ser um advogado da Prefeitura que trabalha tambem como Advogado Autönomo no mesmo horario. O Professor de Iniciação do Estudo    de Direito nunca podera ser um senhor baixinho de oculos de lentes grossas de miopia que seja      detentor de cargo de Zelador , mas que trabalha em desvio de função sem cumprir horário.Um senhor ue´seja vice-diretor de um colegio , onde não cumpre horário, não poderá ser  Professor de nenhuma Faculdade de Direito.  Um senhor baixinho, magro, de óculos de lentes , que é Diretor de Departamento da Prefeitura não poderá ser Professor de Estatística em nenhum colégio. etc. etc. etc 4 ) Os Professores que elaboram a prova, os Professores que as Aplicam, e os Professores que corrigem as Provas não tem contato com os Professores das "Aulas Dialogadas" nem com   os Professores das "aulas expositivas" nem com alunos. 5 ) A Biblioteca dispora de livros, CD, CD-rom, fitas DVD, apostilas, revistas,para consulta no local e para emprestimo domiciliar. A Biblioteca funcionara de 7:00 as 23:00 horas , de segunda a Sabado. Para quem gosta de "aulas expositivas" devera haver Fitas DVDcom aulas expositivas gravadas para audiência na Escola, para empréstimo domiciliar e para cópias. Na Biblioteca não serão permitidos diálogos com Professores nem com colegas estudantes. 6 )    O  aluno  poderá  participar  de  várias  provas de materias seguenciais  no mesmo semestre.                  Por exemplo :  o  estudantes poderá  prestar provas  de Direito  Civil  I ,  II, III e IV.                   Neste caso  se  o estudante  for  reprovado  em Direito Civil  I , as  eventuais  aprovações  em                   Direito  Civil  II  . III  e  IV  ficarão  invalidadas.  O motivo dessa MOBILIZAÇÃO é que fui Escriturário da Prefeitura de Belo Horizonte , por Concurso Público, durante oito anos, e minha  carreira  foi infeliz e mau-sucedida devido ao comportamento das dezenas ou centenas de meus colegas que eram apenas portadores de diploma de bachareis em Direito, isto é, não eram verdadeiros Bacharéis em Direito  ou então  que tiveram formação academica defeituosa, sendo que aparentemente esqueceram o Juramento que prestaram ao receberem o Diploma. Acredito que        com ësse modëlo de ensino sem aulas presenciais nenhum dëles teriam conseguido o Diploma de Bacharel em Direito.

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No Brasil, convictos da ensino domiciliar travam guerra judicial

Pais enfrentam Conselho Tutelar, Ministério Público e até abrem mão de assistência social para ensinar os filhos em casa

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo 05/11/2011 07:00

  • Notícia anteriorCresce a adesão à educação domiciliar nos Estados Unidos
  • O Professor de História da Educação, Luiz Carlos Faria da Silva, não aprovou os métodos da escola particular que escolheu para os filhos. Depois de dois anos de tentativa, resolveu tirá-los de lá, mas não procurou nenhuma outra instituição. “Quando você muda de colégio, escolhe a faixa de gasto e o nível social dos colegas, o restante é tudo igual”, diz o pedagogo que aderiu ao ensino domiciliar - ohomeschooling norte-americano, proibido no Brasil.

Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os pais têm obrigação de matricular os filhos na escola, mas há um grupo de famílias brasileiras convictas de que vale a pena infringir esta lei. “Cerca de 400”, diz o pesquisador Fabio Schebella, diretor da Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned). “O número não é preciso principalmente porque a maioria não quer se expor”, afirma.

 

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Foto: Arquivo pessoalAmpliar

Julia, 11 anos, e Lucas, 13, não vão à escola há três anos e têm os pais como professores em casa

As razões alegadas para eliminar a escola da vida das crianças vão da falta de qualidade do ensino regular à preservação da educação moral dada em casa. Alguns pais defendem ainda que o sistema educacional limita a capacidade do ser humano de aprender.

“As pessoas não precisam que alguém ensine para aprender. Esse é um mito que vira verdade depois de anos na escola”, diz o designer Cleber Nunes, que educou em casa os dois filhos mais velhos, hoje com 17 e 18 anos, e agora ensina a caçula, de 4 anos. “A escola torna as pessoas dependentes. A criança nasce aprendendo o tempo todo, até que aparecem os pais delimitando e depois a escola em larga escala.”

O caso dele é uma das brigas judiciais mais emblemático. Autodidata, se convenceu de que precisava ensinar os filhos a buscar conhecimentos sozinhos, mas por obrigação chegou a matriculá-los em uma escola em Thimóteo, cidade mineira onde morava. Até que conheceu o homeschooling norte-americano.

A escola torna as pessoas dependentes. A criança nasce aprendendo o tempo todo, até que aparecem os pais delimitando e depois a escola em larga escala”

Pesquisou tudo sobre o assunto durante quase dois anos. Viajou para os Estados Unidos, comprou material, convenceu a mulher, formada em magistério, e tirou os filhos da escola quando estavam na 5ª e 6ª série. “Até meus amigos falavam que eu ia ser preso”, conta.

Denunciado pelo Conselho Tutelar, foi processado pelo Ministério Público em 2005 e desde então é um fora da lei. Tentou argumentar que os filhos estavam aprendendo, mas não foi ouvido. Depois de quase dois anos, inscreveu os dois meninos, então com 12 e 13 anos, no vestibular de Direito da Faculdade de Ipatinga para chamar atenção. Os meninos foram aprovados em 7º e 13º lugar, mas não convenceram o juiz, que multou Cleber em 12 salários mínimos. “Aí eu percebi que era uma questão ideológica e não haveria bom senso, mas apenas preocupação em cumprir o que estava no papel”, conta.

 

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Foto: Carolina CimentiAmpliar

Mãe adepta do homeschooling nos Estados Unidos

A multa nunca foi paga e Cleber perdeu também um processo criminal. Neste ano, os meninos fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que além de servir como instrumento de acesso à universidade, dá direito à certificação de conclusão da etapa de ensino. “Pode ser que façam faculdade, mas os dois já são webdesingers e podem optar pelo empreendedorismo.”

Sem bolsa família

Por conta de históricos como este, a maioria das famílias que decide pela educação domiciliar evita se expor. No Rio de Janeiro, Sergio e Fluvia Pereira, pais de cinco crianças, três em idade escolar, ensinam os filhos sozinhos. Ela é dona de casa e ele tem um comércio de doces em frente à casa em Senador Camará. Pediram à reportagem para que não fossem divulgadas imagens da família.

Para os dois, a escola municipal do bairro não melhorou o aprendizado dos filhos nos últimos seis anos. Pior, atrapalhou a educação que davam em casa. “Tivemos que matricular cada um aos 7 anos, mesmo já tendo ensinado a ler e escrever. Depois de três anos, as crianças estavam jogando papel no chão dentro de casa. Nunca fariam isso antes”, afirma Sérgio.

Após tomar contato com outras famílias e a Aned, eles cancelaram a matrícula das crianças no último mês de junho. Antes mesmo que fossem denunciados, procuraram o Ministério Público e expuseram suas razões. A decisão incluiu abrir mão de R$ 150 do Bolsa Família e R$ 146 do Cartão Carioca, programas assistenciais do governo federal e do Rio de Janeiro que atrelam o pagamento à assiduidade das crianças às aulas.

Segundo Fluvia, o dinheiro que deixou de receber representava cerca de um quarto da renda total da casa. “Mas é pelo futuro deles. Compramos livros e estou todos os dias retomando a matéria. Na escola, eles passavam dias e horas sem nenhuma atenção.” O Ministério Público ainda não decidiu se aceita a proposta da família.

Rigidez moral

Apesar de uma proposta para formalizar o ensino domiciliar ter recebido parecer negativo na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no mês passado, há casos bem sucedidos. O professor universitário de Maringá, que abre esta reportagem, conseguiu acordo com a Justiça.

 

Logo que desistiu da escola cristã escolhida criteriosamente, ele a mulher, professora de piano formada em pedagogia, foram denunciados ao Conselho Tutelar e sofreram processo do Ministério Público. Chegaram a matricular Lucas e Julia, hoje com 13 e 11 anos, em uma escola pública só por obrigação, planejando ensinar o que queriam em casa, mas segundo Silva “não duraram dois meses”. “Disse para a promotoria que não ia deixar meus filhos em escola onde criança sobe em cima da mesa e abaixa as calças”, conta.

Em casa, os filhos assistem a televisão no máximo meia hora por dia e aprendem que devem ser obedientes. “Hoje em dia, as crianças querem escolher tudo, o que vestir, o que comer, quem sabe o que é melhor para eles é a família”, diz Silva.

Se você leva para a escola perde o controle da formação dos seus filhos”

O casal se responsabilizou por a ensinar em casa o conteúdo que domina e contratou professores particulares de matemática e inglês. A Justiça aceitou mediante avaliação periódica aplicada em uma escola pública. O método já funciona há três anos. “Se você leva para a escola perde o controle da formação dos seus filhos”, diz Silva, que já completou três anos de ensino domiciliar com os filhos, Lucas, de 13 anos, e Julia, de 11 anos.

O professor que dá aula de História da Educação e Filosofia conta que mesmo os colegas da Universidade Estadual de Maringá não o compreendem. “Existe um pensamento hegemônico de que o melhor é esta cultura praticada pelas escolas. As pessoas que foram ao Congresso Nacional também acham que precisa socializar, mas um dia a sociedade brasileira vai aceitar que é direito dos pais escolher a educação que quer para os filhos.”

 

QUESTÃO LEGAL
PELA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA É DEVER DO ESTADO E DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS GARANTIR O ENSINO REGULAR ÀS CRIANÇAS E AOS ADOLESCENTES DE 4 A 17 ANOS. O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE REFORÇA A OBRIGATORIEDADE
PARA A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE ENSINO DOMICILIAR, TRATA-SE DE UMA OMISSÃO DA MODALIDADE, PARA A JUSTIÇA TRATA-SE DE PROIBIÇÃO
EM 19 DE OUTUBRO A COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REJEITOU UMA PROPOSTA DE 2008 QUE AUTORIZAVA A EDUCAÇÃO DOMICILIAR. OUTRA PROPOSTA, A PEC 444, QUE PEDE A INCLUSÃO DO TERMO NA CONSTITUIÇÃO, FOI ACEITA PELA COMISSÃO  DE JUSTIÇA EM AGOSTO

 

 

Aula expositiva: o professor no centro das atenções

Essencial para apresentar um tema, sintetizar informações já trabalhadas ou fechar um conceito, a aula expositiva é o momento em que você tem a palavra. Saiba por que esse recurso deve ser valorizado e aprenda com quem já o inclui de forma produtiva no planejamento

Elisângela Fernandes (novaescola@fvc.org.br). Colaborou Beatriz Santomauro

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Durante muito tempo, a aula expositiva foi o único procedimento empregado em sala de aula. No século passado, no entanto, ela perdeu espaço na escola e até passou a ser malvista por muitos educadores, já que se tornou a representação mais clara de um ensino diretivo e tradicional, que tem por base a transmissão do conhecimento do mestre para o aluno. Não é bem assim. Se bem planejada e realizada, essa estratégia de ensino - em que você é o protagonista e conduz a turma por um raciocínio - pode ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma. Mas atenção: ela nunca pode ser o único recurso usado em classe e deve sempre fazer parte de uma sequência de atividades (leia como quatro professores utilizam a aula expositiva em diferentes momentos nas páginas a seguir)

A aula expositiva se consolidou como prática pedagógica na Idade Média pelas mãos dos jesuítas, se transformando na estratégia mais utilizada nas escolas - quando não a única. A transmissão do conhecimento, sobretudo pela linguagem verbal, era uma corrente hegemônica. Acreditava-se que bastava o mestre falar para as crianças aprenderem. O século 20 trouxe luz sobre o processo de ensino e aprendizagem, e pesquisadores como Jean Piaget (1986-1980),Lev Vygotsky (1896-1934), Henri Wallon (1879-1962) e David Ausubel (1918-2008) demonstraram a importância da ação de cada indivíduo na construção do próprio saber e o papel do educador como mediador entre o conhecimento e o aluno. Com base nisso, a escola passou a valorizar outras formas de ensinar, como aquelas que envolvem a resolução de problemas, os trabalhos em grupo, os jogos e as pesquisas.


A disseminação dessas práticas e o fato de a aula expositiva ser associada a uma didática ultrapassada fizeram com que ela - injustamente - fosse ficando de fora do planejamento de muitos docentes. Não é a atividade em si que indica se o professor segue uma ideia tradicional de ensino, mas a forma como ele atua em todos os momentos. Aqueles que ainda trabalham com a perspectiva de transmissão do conhecimento não necessariamente usam só a aula expositiva. Eles podem até propor atividades práticas no laboratório de Ciências, por exemplo, e mesmo assim cobrar apenas a memorização dos alunos. Por outro lado, há os que passam uma significativa parte de seu tempo apresentando uma série de informações em frente à classe e estão, sim, interessados na aprendizagem de cada um dos estudantes. 

Levar em consideração os conhecimentos prévios das crianças. Relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los. Tornar a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada. "A troca com os estudantes nem sempre é explícita. Eles podem participar oralmente ou apenas refletir, em silêncio", explica Jesuína Lopes de Almeida Pacca, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com ela, para que isso ocorra, dois aspectos são fundamentais. Primeiro, o que está sendo apresentado precisa fazer sentido para a garotada e mobilizar seus conhecimentos. Segundo, é essencial que o professor conheça todos muito bem. Isso porque, enquanto fala, ele deve observar a reação deles, ver se estão atentos, com expressão de dúvida e estranhamento ou se demonstram interesse. 

Levantar questões e incentivar a participação de todos, quando necessário, por vezes é um desafio. Há crianças e jovens que ficam mudos por timidez ou medo de falar algo errado. De acordo com Ana Lúcia Souza de Freitas, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), há também os que temem as gozações dos que acreditam ser uma perda de tempo ouvir uma pessoa que não seja o professor. "Mudar esse quadro leva tempo. É no dia a dia que essa confiança do grupo é construída." Para tanto, a saída é não recriminar os falantes e questionadores e valorizar o que dizem, comentando e incorporando suas ideias ao que está sendo exposto. Isso nem sempre é simples, mas um bom preparo e muito conhecimento sobre o assunto facilitam a tarefa (leia outros segredos da boa aula expositiva no quadro abaixo).

 

 

A marca do professor

Ailton Luiz Camargo. Fotos: Ramón Vasconcelos e Raoni Maddalena

Mais do que reproduzir o que trazem os livros, é essencial estabelecer conexões entre informações variadas 

"Eu não queria apenas dizer o que foi a peste negra e em que época e local ela ocorreu. Isso qualquer um encontra no livro", diz Ailton Luiz Camargo, professor de História do 7º ano da EM Professora Zilma Thibes Mello, em Iperó, a 129 quilômetros de São Paulo. Por meio de um projeto didático, ele se propôs a mostrar a epidemia que assolou a Europa na Idade Média não só como uma questão de saúde pública, mas como transformadora da sociedade. 

Depois de averiguar o que os estudantes já conheciam do tema e orientar uma pesquisa sobre doenças em várias sociedades, ele planejou a atividade seguinte: uma aula expositiva em que falou sobre como a peste negra levou à crise da Idade Média, ao enfraquecimento do Estado e ao nascimento de uma classe social urbana, a burguesia. Para isso, o educador usou documentos históricos, como textos e fotos, e registrou no quadro pontos de sua fala que ajudaram a organizar o raciocínio da garotada. 

Nesse ponto, a turma já percebia como as mudanças que ocorreram há tantos anos marcaram a história do mundo dali em diante. Um assunto tão denso e distante precisou ser explorado de diferentes maneiras. A aula expositiva, não por acaso, foi a terceira etapa. "Os estudantes precisavam dessa preparação para conseguir acompanhar a minha fala", explica Camargo, que fez algo de que os livros nem sempre são capazes: chamou a atenção para a relação entre os fatos destacados, suas causas e suas consequências. Por fim, para estabelecer uma ponte entre a peste negra e a hanseníase e doenças mais comuns nos dias atuais, os alunos entrevistaram um agente de saúde e elaboraram um panfleto com informações sobre meios de prevenção desses males. "Eles notaram que, assim como no passado, fatos relacionados à saúde pública têm uma grande influência na dinâmica da sociedade." 

Ailton Luiz Camargo, da EM Professora Zilma Thibes Mello, em Iperó, SP

 

 

 

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